20 de maio de 2012

De alma aberta, deixei a Índia fluir pelos sentidos


Dia 26 de janeiro de 2012 (quinta-feira) - 20o. dia
Dia da Proclamação da República na Índia - feriado



São 06:30 AM e acabamos de nos instalar no Shaptabti Express sentido Delhi.  Nosso assento é o C4 63/64. Indianas e indianos ainda perambulam pelos corredores indo ao encontro de seus assentos.
No silêncio do grupo, neste momento, tenho a impressão de que todos nós estamos, no balanço gostoso do trem, fazendo uma retrospectiva do que estão sendo estes dias de viagem.
O lanchinho que o hotel nos preparou: dois sanduíches de queijo, maçã, banana e suquinho nos sacia a primeira fome da manhã, mas me sinto preenchida de outra maneira.

Mas preenchida em que sentido?, penso eu.  Quero ir destrinchando os meus novelos internos até que o que tenho lá dentro fique ao menos mais claro para mim.  Sinto que o precipitar-em-palavras me é essencial nesta autocompreensão.

O ouvir, quando feito de forma relaxada e aberta me trouxe sempre um algo a mais de tudo o que eu pressupunha introspectado.  Tenho a pretensão de compreender melhor a Índia do que aqueles que estão aqui pela primeira vez.  No entanto, tenho também a certeza de que essa pretensão é uma ótima forma de levar uma rasteira.

Com e sem pretensão, ao mesmo tempo, me percebi deixando as coisas acontecerem nos seus tempos, nos seus espaços, lentamente.  Nos momentos onde a pretensão imperava, eu agia de acordo com a minha vivência passada, de certa forma agilizando o processo.

Será que a pretensão de conhecer a Índia só combina com o ouvir de forma não relaxada, não aberta?  Quando é que a pretensão combina com ouvir de forma relaxada, aberta?

Pausa para uma lembrança.  Nas estações de trem daqui, me parece ser comum o uso do "tchân-tchââân" do Windows antigo, quando vão fazer anúncios.  Também de um antigo "plim," do mesmo Windows.  Eu e os sons...
São 07:05 e lá fora começa a clarear.  O tom é o de um fog meio laranja-rosa-acinzentado-amarelado, provavelmente pela película amarelada da janela.  Entram mais indianos em mais uma parada.  E, em pouco tempo, o trem volta a deslizar pelos trilhos.

Talvez a surpresa que cada dia nos trouxe, dentro da novidade que é poder viajar para fora.  Encontros de olhares, de sorrisos, de falas e não falas.  Como coloquei há pouco, uma parte disto dentro de uma visão aberta e tranquila.  Ouvir de forma relaxada.
Ou talvez porque o novo entre com mais facilidade pelos sentidos?  Não, se eles não estiverem desobstruídos.  Se os sentidos estivessem obstruídos, tudo entraria com resistência, pois te é mostrado, se colocam na sua frente, quase te impõe a percepção pelo simples fato de ser diferente do seu cotidiano.

Passa o moço de boné azul com xadrez azul/vermelho: "Tchai, tchai..."
E lá fora arrozais e árvores desnudas vão se tornando mais visíveis dentro da nossa paisagem amarelada.

Com os sentidos obstruídos, haveria um cansaço causado pela luta interna do que te é mostrado contra o que os sentidos se recusam a ver.  Ou mais, contra o que faz com que e tenha a vontade de se recusar a observação, e que leva à luta do abrir e do fechar da percepção.
Então, eu sinto que a Índia, desta vez, me veio mais fácil, mais tranquila, à medida em que eu tive maturidade para acolhê-la sem luta.  E, neste caso, a pretensão de conhecer a Índia me ajudou a relaxar a tensão, o que para mim me foi difícil em 2009 quando era "muita informação para os meus sentidos."

Portanto, a pretensão de conhecer a Índia me ajudou, sim, a ouvir de forma relaxada e aberta por não ter me deixado mergulhada num mar de informações desordenadas.
E sinto assim, que começo a ganhar coordenadas para sentir um povo, uma cultura milenar, um continente, como eles mesmos gostam de colocar.

Mas tenho certeza de que também me aventurei a andar á solta, com tudo aberto, só deixando chegar e partir em mim a vivência.  E foram momentos lindos, como o do earwalla (o limpador de ouvidos, indiano), onde há um risco envolvido, onde a recompensa está no momento onde a coisa acontece.

Lá fora as flores de mostarda me chamam a atenção.  Pessoas andam com o cachecol enrolado por sobre a cabeça e sob o queixo, para se protegerem do frio.  Arrozais verdíssimos.  E, do lado esquerdo, o sol nascente faz a sua marca na cortina fechada.
À direita, uma olaria, um senhor bombeando água, um sikh com o turbante protegendo o rosto de pé sobre uma carroça puxada por um burrinho.  Pessoas de branco no campo, se preparando para o início de mais um novo dia.

Sinto as pessoas acordando.  Agora sou eu que tenho sono.

Nós, turistas. Vistos por eles, indianos.

27 de janeiro de 2012, sexta-feira - 21o. dia
QR921, time to GRU 16:02 hs.; local time at GRU 13:19 hs. (32F)



Acabamos de fazer o transfer to Qatar para o vôo rumo GRU.  Da o utra vez, fomos nós que ficamos para continuar a viagem.  É um alívio poder voltar para casa.  Que os nossos amigos possam aproveitar bem os dias de passeio no Qatar.
Olho para fora do isle interno e vejo a sensação amarelada da luz do deserto.  Já faz um tempo que nos despedimos da sensação foggy da Índia.
 
É fácil para o visitante, para o viajante, estar em seu trajeto, testemunhando o dia-a-dia de outras pessoas.  Isto, porque o envolvimento é mínimo e temporário, e enxergam-se as coisas apenas superficialmente.
É na convivência que os valores são testados.
 
Neste momento tenho a impressão de que a viagem pode ser uma mentira, uma ilusão.  Tudo pode não passar de um sonho momentâneo.
O que é que separa o real do fictício?
 
A vivência em si pode ser totalmente inócua, se não houver a reflexão sobre ela, e sobre como ela veio acontecendo.  Para mim, a própria busca do significado da coisa pode fazer, do fictício, o real.  A coisa pode deixar de ser a aparência, para então passar a fazer parte intensa de meu ser, a partir do momento que participo de sua construção, em mim.

Então, ao escrever, vou transformando as minhas vivências superficiais em experiências verdadeiras e profundas, buscando o sentido nas coisas através do como vem se modificando a minha maneira de enxergar o mundo.

Filme CHARULATA (Satyajit Ray) - Charu, a lonely woman in 1880s, Calcutta; adapted from the novella NASTANIRH by Rabindranath Tagore.

Filme I AM KALAN (Nila Madhab Panda) - "Great dreams of great dreamers are always transcendent (Dr.A.P.J. Abdul Kalam, former President of Índia)." - now time to GRU 6:43 hrs.

Vêem-se os estrangeiros do ponto de vista dos indianos.  Nós, que acabamos de passar pelo papel de turistas somos para eles uma paisagem passageira.  Mas ainda assim eles se esmeram por nos receber.
 
Me senti outsider, realmente fora do contexto indiano, um contato imediato e cortês.  Me incomodou bastante me enxergar assim, com roupas nativas e não nativas, como se houvera um fosso entre nós.
 
Utilitário para nós, assim como para eles.  Com costumes diferentes.  Eles nos observando como observadores de costumes "exóticos."  Servir chai de camelo.

Filme MEE SINDHUTAI SAPKAL (Ananth Narayan Mahadevan) - "Mother of orphans," social activist. - now time to GRU 2:43 hrs.

15 de maio de 2012

A vida é para ser DIVERTIDA!



Neste dia de sua vida, meu amigo, minha amiga, creio que Deus quer que você saiba ...
..... que a vida é para ser DIVERTIDA! É difícil de acreditar, às vezes, mas é verdade. É tudo uma questão de ponto de vista.

Mesmo os nossos momentos mais difíceis nos trazem presentes. E assim de vez em quando a vida pode nos convidar a sermos um pouco "filosóficos," para abraçarmos os nossos "baixos" com os nossos "altos".

O truque, é claro, é a gratidão. É aí que você encontrará tanto a sua paz como a sua alegria.

Com amor, de seu amigo ....
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(Neale Donald Walsch, autor da trilogia Conversando com Deus)




Fonte: http://campaign.r20.constantcontact.com/render?llr=7feuzjcab&v=001MLAw4fjEPpWo1WsWab_aaSSIC7xDd5CJRv01CYtNDDfl9ApofGwgZmeGM4L1l_EE-AaqtbDyFFuJ6-lgc6wj35x0Nir6yzxXNO10qL05j1ljTqWWewY0toDvsEoO57n5oFVnBrqxQUKrw-evpy0fKQ%3D%3D

1 de maio de 2012

O Normal e a Inconstância



"Este é o seu tempo e é que parece normal para você, mas realmente, não existe o normal.
Há apenas a mudança, e a resistência a ela, e em seguida mais uma mudança."

Meryl Streep, Motivational Quotes of the Day - 01/mar/2012

30 de abril de 2012

Neste dia de sua vida, meu amigo, minha amiga, creio que Deus quer que você saiba ... que tudo está se encaixando perfeitamente

... embora possa parecer que algumas coisas estão desmoronando.


Confie no processo que você está vivenciando agora. A vida está do seu lado. Ele está te mostrando isto para você, agora, mas você pode não ser capaz de ver claramente neste momento.

Você fez com que Deus ficasse ciente dos seus desejos e sonhos. Agora vem o momento da fé. Fé que tudo está bem, agora. O amanhã irá revelar-se exatamente como ele deveria ser.



Com amor, de seu amigo ....
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(Neale Donald Walsch, autor da trilogia Conversando com Deus)
Fonte: http://campaign.r20.constantcontact.com/render?llr=7feuzjcab&v=001BVV8sZmFHDS_ORuMYoK-pgiqRalcZPI_3uib672Hws41-S3APN1JFgUuzXk8qudX4xGnQEgKXXcwKYZ8ef7RugDF1BliEPSrq_YnbVvAsmEul6V8aTbt9eUUieKlCEt6iTSVcNSguLwXzvHeR2QLWg%3D%3D

Pessoas Bonitas - Kübler-Ross



"As pessoas mais bonitas de quem temos ouvido falar são aquelas que sabem o que é a derrota, o sofrimento, sabem o que é batalhar por algo, conhecem a perda, e conseguiram se erguer das profundezas. Estas pessoas sabem apreciar as coisas, têm sensibilidade, uma compreensão da vida que os faz profundamente compassivos, gentis, capazes de um interesse profundo e amoroso.
Pessoas bonitas... não acontecem por acaso."
- Elisabeth Kübler-Ross

27 de abril de 2012

Fé e Dúvida



"A dúvida é uma dor solitária demais para saber que a fé é sua irmã gêmea."
- Kalil Gibran

(Do original: "Doubt is a pain too lonely to know that faith is his twin brother.")


A dor é o romper da casca que envolve o teu entendimento.
(Do original: “Your pain is the breaking of the shell that encloses your understanding.”)


"Se alguma coisa se te opõe e te fere, deixa crescer. É que estás a ganhar raízes e a mudar.
Abençoado ferimento que te faz parir de ti próprio."
Saint-Exupéry

Floquinhos de Sabedoria: Superando o medo e assumindo riscos com discernimento

Por: Tiny Budha, 24/04/2012, Lori Deschene

"A vida é inerentemente arriscada. Há apenas um grande risco que você deve evitar a todo o custo: o risco de não fazer nada." ~ Denis Waitley


Depois de esgotar as minhas economias em um investimento que deu errado e de ficar batalhando dos 20 aos 30 anos, incorporei uma espécie de mentalidade de escassez - e frequentemente deixava que ela tomasse conta de mim, impedindo-me de fazer as coisas que eu gostaria de fazer.

Se por um lado eu sabia que não era aconselhável deixar-me paralisar, também sabia que não seria inteligente passar a gastar dinheiro indiscriminadamente. O que eu não sabia era como escolher o momento apropriado para investir em mim.

Seria realmente necessário fazer um curso, ou seria melhor me servir de ferramentas gratuitas e de orientação pela internet? Teria sido inteligente deixar de trabalhar por um salário fixo para fazer algo que eu realmente queria fazer, ou teria sido melhor esperar por uma outra oportunidade?

Quando nossos recursos são limitados, como podemos determinar quando é sábio utilizá-los?

A realidade é que temos que nos arriscar, se é que queremos uma recompensa. Quando fazemos as coisas como sempre viemos fazendo, as coisas tendem a ficar como elas sempre estiveram.

Assim, a verdadeira questão é: Quais são os riscos que realmente valem a pena serem tomados?

Eu percebi que não existem riscos 'certos' de serem tomados - eles são chamados riscos por serem arriscados, mas há os riscos inteligentes.

Um risco inteligente está alinhado com suas prioridades e valores. Faça o que te excita neste momento, mas tenha certeza de que não vai prejudicar aquilo que realmente importa para você em sua vida.

Um risco inteligente é bem pesquisado. Confie em seus instintos para avaliar a direção, mas crie um mapa para saber onde você está indo e por quê.

Um risco inteligente é guiado pela possibilidade do que está por vir, não pelo medo do fracasso. Nada é garantido na vida, mas provavelmente ficaremos decepcionados se nos agarrarmos somente ao que é seguro.

Um risco inteligente é apoiado pela crença e pela ação. Tenha fé no que você pode fazer e prove que é capaz dia após dia.

Um risco inteligente pode ainda te fazer sentir aterrorizado. Mesmo armados com o conhecimento e com a preparação, ainda assim podemos sentir resistência para dar o salto.

O importante é que nós não deixemos que o medo decida o que é possível para nós. Podemos perder algumas vezes, mas vamos sempre ganhar algo, seja ele, experiência, insight, ou caráter.

As probabilidades são de nunca nos arrependermos por termos apostado em nós mesmos, pois no fundo, sabemos que a pior escolha seria não fazer nada por estarmos com medo.


Fonte: http://tinybuddha.com/quotes/tiny-wisdom-pushing-through-fear-and-taking-smart-risks/

26 de abril de 2012

Neste dia de sua vida, meu amigo, minha amiga, creio que Deus quer que você saiba ... que o maior compromisso que você deve manter é o seu compromisso consigo mesmo.



Trair-se
para não trair outra pessoa
é, não obstante, traição.
A mais alta traição.

Esta não é uma chamada para que você abandone a esmo
um emprego ou uma pessoa ou uma situação.
Mas é uma notificação do Universo
que está tudo certo que você possa cuidar de si mesmo também.

Você não terá que pensar muito para saber
exatamente porque que você recebeu esta mensagem de hoje.


Com amor, de seu amigo ....
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(Neale Donald Walsch, autor da trilogia Conversando com Deus)

Fonte do original em inglês:
http://www.abundantlivinglegacy.org/cc/?p=110

22 de abril de 2012

humildade e nobreza

"Sejas humilde, pois és feito do barro.
Sejas nobre, pois és feito das estrelas."

- Provérbio Sérvio -